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Sobre o carnaval da cidade de São Salvador: Quem faz, e quem curte.

janeiro 28, 2010 Deixe um comentário

Título alternativo: Sobre a aplicação conteporânea do medieval conceito de bobo.

P: Por que durante os festejos de carnaval sempre tem um sujeito turrão pra ficar amolando com questões filosóficas, furando com o dedo sujo o bolo de quem quer simplesmente ser feliz?

R: Porque o turrão acha muito mais produtivo (e divertido) refletir em busca de seu próprio aperfeiçoamento ao invés de, bem, se dopar festejando à toa.

Como habitante da cidade de salvador sei que a partir de dezembro até, mais ou menos, em março só se fala em festa e acabamos juntando tudo em uma só hipérbole de felicidade: férias, natal, festival de verão e carnaval. Pura felicidade mas, quem é realmente feliz?

Na corte da idade média “O bobo da corte divertia o rei e os áulicos. Declamava poesias, dançava, tocava algum instrumento e era o cerimoniário das festas. De maneira geral era inteligente.” O bobo tinha a função básica de divertir, anunciar e, de forma sútil, criticar e ridicularizar seus senhores, seu dom era considerado divino. Em casas menores (fora dos castelos) os bobos se vestiam como os outros servos, usando normalmente orelhas de burro no chapéu e eram tratados como mascotes, ou animais pelos seus ‘donos’, ainda assim servindo aos mesmos propósitos de seus companheiros da corte.

Atualmente, nessa época de festejo, após uma breve olhada nos preços dos “melhores lugares para se estar” podemos claramente inferir para quem é feita a festa. Mas essa é a terra da felicidade, o que há de errado? De errado, errado mesmo, não há absolutamente nada, mas não pode-se negar que há algo realmente ‘mascarado’ nessa imagem de “Bahia: Terra da alegria” que vemos nos comerciais de TV e nos anúncios de turismo.

Os “bobos modernos” perderam sua divindade, seu senso de humor inteligente, sua poesia e seu sarcasmo característicos. Não servem mais reis, mas servem os nobres que não são mais escolhidos por sangue, ou por deus; mas sim os nobres liberais, escolhidos pelo ouro. Não são mais tratados como animais, são tratados como pilha, força motriz e, nessa nova situação alguns deles ainda conseguem manter o bom-humor banhado de fé pois, para esses bobos essa época também é de felicidade. Não a felicidade luxuriosa e carnal dos ‘nobres’, mas a felicidade resignada de quem finalmente sente um pouco de dignidade ao conseguir trabalhar.

Obrigado pela leitura e por favor avisem sobre quaisquer erros no texto.

“Como maçãs de ouro em esculturas de prata é a palavra falada no tempo certo para ela.

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Mais 5 coisas.

janeiro 23, 2010 1 comentário

Okay, continuando a lista de coisas que ‘nós’ odiamos. Temática da vez: Pessoas

  • O cara que sabe de tudo: Todos nós já lidamos com esse tipo de pessoa, a maioria se esconde sob a máscara de “Técnico”, a faixa de idade frequente é entre 28-40 anos podendo ser encontrados integrantes de outras idades, para mais ou para menos. A pergunta que você deve se fazer agora é: “Aquele cara que eu chamei pra ‘consertar’ o aparelho de DVD é realmente um Técnico?” outra que cabe é “Será que o rapaz que deu um jeito no computador (formatou) realmente sabia o que estava fazendo?”. A simples resposta, meus caros, é não; um simples teste para verificá-lo pode ser feito ao se dar uma breve olhada na wikipedia sobre algum ponto mais técnico do equipamento em questão e perguntar ao dito técnico. Confira as respostas com alguem que realmente entende do assunto e comprove.
    Addenum: Nunca, nunca faça a pessoa que entende falar com o técnico, esses homens são mestres da lábia e podem terminar constrangendo/ridicularizando a pessoa que realmente sabe.
  • O amigo que sempre é melhor:  Você (como eu) provavelmente tem um amigo assim, é aquele seu amigo que é pior que você em alguma coisa (ou em tudo) e sempre que posto a teste, por sorte (ou obra do Cão), ele termina vencendo/ganhando de você, isso dá ao mesmo um grande boost na auto-estima e no ego, ao mesmo tempo em que você se deprime e pergunta ‘por quê?’, atônito.
  • O cara da sala: O CARA da sua sala (de aula, de trabalho), é o típico cara adorado por todos: as mulheres o amam, os homens querem ser iguais a ele. Normalmente simpático, boníto, esperto e burro, burro como uma porta. Você que é totalmente diferente não entende o porquê desse sujeito ser tão valorizado em qualquer ambiente. Bem, questão de valores.
  • O primo mais velho: Aquele seu primo mais velho que termina sendo uma combinação dos dois primeiros tipos de pessoa citados aqui, felizmente, com a idade essas diferenças tendem a desaparecer. Ou não.
  • Aquele amigo l33t (de verdade): Ok, vamos encarar a realidade, você tem um amigo que é REALMENTE bom em alguma coisa em que você não tem tanta proficiência, alguns sabem desenhar, outros sabem falar uma lingua, esculpir, programar em assembly, jogar determinado jogo a um nivel que você nem imaginava possível. Mas é importante lembrar que você também é bom em alguma coisa e que em alguma situação (mesmo que seja uma raridade) ele tambem se sente por baixo.

Então foi isso pessoal, um pouco de raiva, um pouco de auto-ajuda… até a próxima

Dragon is wrecking/Havoc in my brain

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O post longo: Natal, ano novo, ausência, coisas…

Então depois de muito tempo sem postar nada um dos editores do blog resolve voltar e fazer um post bem longo para falar de tudo que foi perdido nesse tempo ocioso.

Começando, um dos motivos dessa ausência foi o fato de que o mesmo viajou para uma cidadezinha isolada no interior antes do natal e só está de volta em casa agora após um infame passeio na ilha de veraneio local (quem não ama os trópicos?).

Aproveitando todo esse tempo isolado da tecnologia para filosofar e refletir sobre coisas como a vida, a morte, o universo e tudo mais, cheguei em casa com vontade de tomar um café e escrever um post longo, vamos lá…

Começando: fui muito feliz em meus festejos de natal com minha família, alguns desacordos e desagrados aconteceram, como sempre, mas tudo se resolve com a força bruta sentimental: o “deixar pra lá”. Meu Reveillon foi, também, bastante agradável na Ilha. com boas companhias, uma sidra horrorosa e principalmente um novo amigo que esteve sempre ao meu lado por tanto tempo sem que eu (nem ele) soubesse. Fogos estourando, risco de incêndio… é pura felicidade!

Mas ok, é impossível passar após ler o inspirado post do Yan (que figura bem abaixo desse, leia.) e resistir à intensa vontade de fazer um comentário de mau gosto sobre esse ódio que nós rodeia, nos invade e nos move, algo importante para dizer é que enquanto na “terra” dele as pessoas levam com uma dose de bom humor ao comparar humanos a bois, na minha a coisa já começa com palavrões, ameaças e difamações maternas, será que já estamos num estado mais avançado de putrefação?, não importando a resposta da frase anterior espero que o leitor se sinta privilegiado se estiver em condição melhor do que a citada.

Então, agora que falamos de ódio, que tal fazer uma lista? Sei que uma certa pessoa poderia sugerir que não há espaço para escrever tudo que eu odeio na internet (Certo, Iuri?), mas vou tentá-lo começando com a temática “Férias”. A lista começa após o “Leia mais…”

Leia mais…

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