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Archive for the ‘RAGE’ Category

Sobre passeios em grupo, drogas e viagens no tempo.

Título Alternativo:  “O porquê de eu gostar de ficar em casa” ou mesmo “Primeiro blog de viagem, ever.”

(seria legal também se antes das pessoas falarem “você não sai de casa” elas se informassem um pouco)

Quem me conhece sabe que eu sou daqueles que gostam de ficar em casa, daqueles que acham que estar no lar fazendo qualquer coisa (ou nada), é melhor do que uma saída “só por sair”.

Sabem também que pra me tirar de casa sem fazer cara feia eu tenho que gostar bastante de você, e que  pra eu te chamar pra sair você provavelmente tem que ser uma de três ou quatro pessoas bem específicas, mas eis que surge:

Passeio semi-grátis pra Washington D.C e NYC, ver lugares legais, pessoas diferentes, comprar, ter várias oportunidades legais de foto, sair do frio e pegar horas e horas de trilha urbana, seria até a receita da felicidade (not) se não fosse o seguinte adendo: O passeio é feito “em grupo” com mais 11 pessoas e 2 “responsáveis”.

O porquê de passeios em grupos serem terrĩveis pra mim é um assunto extenso e deve ficar pra outro escrito mais lúdico, mas por hora vou abordar só meus problemas com ESSE passeio, começando com:

a) Hora de partida incompatível com meu ciclo diario:  Eu tenho aula de noite, assim sendo, eu me dou ao luxo de acordar entre 10 e 12 horas (em condições normais) porque não interfere nas minhas atividades e porque eu gosto de dormir tarde e dormir bastante.

Se fosse um passeio com os “bróder” ia ser melhor, mais fácil e mais divertido de acordar cedo… poderiamos flexibilizar o horário, e eu poderia não ir a qualquer momento sem ter que arcar com reembolsos nem ações disciplinares.

E para tornar o horário mais chato a gente teve que viajar no tempo, a segunda cidade que veriamos no dia estava com o relógio uma hora a frente da nossa cidade de partida (horário de verão-coisas), o que foi motivo pra nós acordamos MAIS cedo.

b) Incomôdos:  Fazer malas, acordar cedo, passear duas horas de ônibus, carregar malas, pegar avião (com aqueles complicadores clássicos de conseguir entrar no avião, que ocorre em qualquer lugar do mundo), pegar malas, lombar as malas pela malha de metroviaria (?), se perder com todo mundo nas estaçoes de metrô, pegar o metrô errado, voltar, pegar o metrô certo, andar pra caralho (com chuva, malas e mochila) até chegar na residência.

Soou confuso né? Pois é. Foi confuso mesmo. Para aquelas pessoas com o espírito de andarilho mochileiro urbano pode até ser que isso seja excitante e que o passeio valha a pena, mas, pessoalmente, eu só passaria por isso ou a trabalho, ou para passar uma época muito boa com pessoas importantes (vide viagens lendárias a senhor do bonfim na infância. Mas eu tenho planos muito especiais pra essa viagem, e isso me ajuda a seguir em frente.

c)Um bônus: Isso tudo, obviamente, sem dormir nada. Foi até  interessante ver a cara das outras pessoas que não tinham dormido essa noite e sentir alguma semelhança entre nós (a única). Depois do momento tenso pra decidir quem ia dormir aonde (deficit de camas na hospedagem), foi subir, deitar, engolir um Advil PM e dormir até hoje.

Fechamento: Não importa quão miserável seu dia esteja, drogas (legais ou não) podem torná-lo um pouco melhor.

Até.

Mendicância habilmente disfarçada: Se você gostou do escrito, pode curtir, amar e compartilhar nas suas redes sociais, eu nem ligo.

“Don’t believe that the weather is perfect the day that you die.”

Lendas e mitos [2]

dezembro 27, 2011 Deixe um comentário

O primeiro post “Lendas e mitos” foi bastante popular e, como prometido, aqui está o segundo post da série!

Como eu estou com um forte resfriado, acabei recebendo algumas “dicas” altamente bizarras para o tratamento do mesmo e para a sorte de vocês leitores, elas me deram ideias para esse post. Chega de enrolação e vamos aos mitos:

Leia mais…

Ragecast No.1: Sobre o #NotEnoughRage

E aí galera,tudo bom?

Venho por meio desse trazer a vocês o primeiríssimo (tomara que o seja de muitos) Ragecast (O podcast do Not Enough Rage)  no qual eu falei sobre o blog, o rumo que o mesmo deve tomar daqui a algum tempo, e como eu estava jogando um pouco de Shadow of The Colossus resolvi fazer um breve comentário sobre o mesmo (Somente na versão vídeo).

Enfim, curtam e compartilhem.

Versão Somente Audio (Pra você ouvir enquanto finge que trabalha e_e)

“The early love seems to become jaded\I’m never expecting this\Glance towards the mirror”

Lendas e mitos

julho 22, 2011 2 comentários

Olá, pessoal!

Depois de uma ausência prolongada aqui do blog por motivos de extrema falta de tempo, resolvi aparecer e falar sobre algo que me incomoda muito (e deve incomodar a muitos de vocês também): lendas e mitos do tipo “conhecimento inventado”. Não é de hoje que as pessoas gostam de, sem motivo aparente, inventar explicações ou recomendações para as coisas com base em absolutamente NADA! Nenhum dado, experiência ou informação. Apenas o “é porque é!”.

Mythbusters, o Brasil precisa de vocês também!

Se o que eu quero dizer ainda não ficou claro (o que é bem provável), eu estou falando das lendas urbanas e de parte do chamado conhecimento popular. Eu não ficaria nem um pouco incomodado com essas coisas se muitas das pessoas que acreditam nelas não saísse por aí atrapalhando a vida de todo mundo “avisando”, ou convencendo outras sobre o assunto, para complicar as suas vidas.

Bom, chega de texto chato e vamos ao que realmente interessa: vou mostrar algumas das lendas que eu acho mais engraçadas, e comentar sobre elas. Leia mais…

Pessoas são estranhas…

Por mais que você se esforce, não… ela não vai entender.

(Segue tirinha que dispensa textão.)

(Não, não parece)

“From the reciting of the show, from the Plip and the Shevanel, from the grind that annoys, and the sarcasm they all hate”

Sobre compras, correios e acrônimos divertidos.

março 14, 2011 2 comentários

Não sei se é um fato bem conhecido, mas eu e o Yan somo grandes entusiastas de compras pela internet e, porventura, de importações, (mesmo com as taxas, ainda absurdas, do Brasil), o Yan todo dia compra um briquedo novo, e eu… bem, eu vivo uma situação meio diferente.

Pois é, ultimamente eu planejei adquirir uma GPU nova e os preços no exterior estavam realmente bons, achei até que ia dar pra importar mas no fim dos calculos a placa ficou por mais do que o preço da minha loja de preferência no brasil, então realmente… acho que o Brasil venceu dessa vez.

Ah, mas mesmo com minha condição tem uma coisa que eu adoro fazer: receber pacotes. Chegou recentemente meu pacote de prêmios por ter participado do google code-in e foi legal: um pacote grande e bonito cheio de coisas felizes como camisas e cartões de crédito, mas perai…. correspondência não era inviolável?

Pois é pessoal, os correios, mesmo prestando um serviço ótimo (tenho que admitir, é ótimo) parece que não sabem disso e se sentiram no direito de BROCAR minha encomenda, achei um absurdo mas o Yan me explicou quando eles suspeitam que o valor da encomenda é maior do que o declarado eles tem o direito de fazer isso, então tá, né.

O problema é que, como disse o Yan, parece que eles pegaram a caixa e deram pra um cachorro mastigar ou então alguem abriu ela com um murrão bem forte. Foi nessa hora que não pude deixar de pensar numa entidade supra-humana que habita as agências de correio de todo país o HOrAcIO (Homem Organizador que Aceita Importações Ounão.) a imagem que veio instantaneamente à minha mente foi essa:

H.Or.Ac.I.O

H.Or.Ac.I.O: Em uma agência dos correios perto de você!

Pois é galera, mesmo com a camisa que eu recebi do google pagando 60% de impostos federais e 16% de impostos estaduais eles ainda acharam válido rasgar o pacote pra conferir se era isso mesmo, que bom que eu não importei nada ilegal… já pensou o que iam fazer com o pacote (e comigo!!)?

Pois é galerinha, cuidado com o que vocês andam comprando do exterior você com certeza não quer receber uma visita do H.Or.Ac.I.O em casa.

Contudo… o serviço dos correios ainda é excelente 😎

“Close one eye, step to the side.”

Igualar para dominar, dividir para… ?

Então, é carnaval… mas esse post não vai tratar disso, tem muitas outras aleatóriedades que estão mais bem posicionadas na minha lista de assuntos a discutir, hoje venho tratar de uma coisa mais séria: venho falar da fraqueza que às vezes nos atinge devido ao sentimento de coletividade, e de como, por vezes nos deixamos dominar por falta do mesmo.

Vamos por partes, falar primeiro da parte de dominação, essa se dá justamente quando se aproveitam do nosso sentimento de coletividade para, de forma falsa, reconhecer nosso “poder” e dominar, dar um pedaço de carne para que os cães, num momento de fúria destruam e esqueçam de todo o resto, e continuem sem lembrar de todo o resto depois que o “fogo abaixa”.

É uma técnica eficiente, simples e que consegue fazer seu efeito com esforço mínimo dos agentes, é uma das formas mais empregadas de manter as grandes massas sob controle. sob a tutela do grande irmão.

Claro que é estúpido acreditar que a coletividade é sempre negativa, todos sabemos quase instintivamente que em grupo temos mais força, mas eu acredito que é necessário também estar consciente do quadro geral da sociedade ao se integrar a um grupo e não se deixar a arrebanhar.

Agora para o próximo ponto de interesse, vamos tentar entender como funciona o método de dominação que se aproveita de nosso sentimentos pessoais para facilitar o controle da população, grupo por grupo.

Esse método é frequentemente utilizado em campanhas políticas onde se tenta dividir as pessoas em grupos e fazer com que um dos (ou alguns desses) grupos simpatizem com suas ideias afim de conseguir algo: um cargo, apoios para alguma decisão ou até mesmo poder coercitivo. Um exemplo clássico desse método de dívisao e dominio foi visto nas eleições de 2004 nos EUA o qual eu trouxe ilustrado abaixo (com parte dos temas adultos e dos palavrões convenientemente atenuados):
(clicar para ver em tamanho real, a versão reduzida talvez dificulte a leitura)

Enfim pessoal, acho que é essa a mensagem que eu queria deixar pra vocês hoje: façam o que fizerem, mas estejam conscientes do que se passa.

“Blindfolds aside I’d probably still close my eyes / And try to feel a trembling fetal life inside that shotgun barrel that’s about to make me bleed”

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