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Posts Tagged ‘pesado’

Voltando pra casa…

“Casa” é muito diferente de “Lar”.

Casa é um lugar com paredes pra guardar suas coisas, pra voltar no fim do dia, pra acender a luz, pra lavar os copos, pra contar os corpos, pra desligar a luz e dormir.

Lar é um conceito.

Para mim é qualquer lugar onde você se sinta bem, onde você tenha coisas e pessoas que lhe agradem, um ambiente no qual você se sinta confortável, onde você consiga exercer suas atividades (lúdicas ou não) de forma eficiente e agradável, sem se sentir mal e sem se sentir um alien, sem ter que encarar ondas de olhares e palavras desencorajadoras, é saber que do lado de fora da janela tem faces amigáveis e sinais abertos.

É estar onde você sabe que mesmo tendo acordado se sentindo um lixo, até o final do dia você vai ter alguma razão pra se sentir melhor, que mesmo com toda “não-vontade” de ir pra aula vai terminar valendo a pena, que você vai encontrar pessoas pra tornar seu dia legal.

Seu Lar é um lugar onde você, mesmo depois de passar 8 horas em um laboratório de faculdade (por 3 dias seguidos), não se sente cansado ou chateado, você sente como se tivesse tudo valido a pena por causa das conversas, das risadas, do trabalho extrenuante, mas realizado de forma tão lúdica e coletiva que a dor foi negligível.

E depois desses 3 dias de trabalho duro, você ainda se sente empolgado a ponto de pegar uma sessão de cinema das 22 às 00 horas com seus colegas de aula, afinal… você tava na faculdade das 11 as 20, mas você sabe disso… e não reclama.

E o mais importante, em seu Lar você tem a paz de espírito para dar pé a todos seus planos sem se preocupar com suas necessidades primárias, você pode sair da esfera da necessidade e entrar em um novo paradigma, se preocupar até mesmo com problemas de nível mais elevados, não estar acorrentado às necessidades mais básicas para sua sobrevivência como ser humano.

De volta para Casa.

“And you’ll sleep better when you think you’ve stepped back from the brink \ And found some peace inside yourself, laid down your heavy load”

Sobre passeios em grupo, drogas e viagens no tempo.

Título Alternativo:  “O porquê de eu gostar de ficar em casa” ou mesmo “Primeiro blog de viagem, ever.”

(seria legal também se antes das pessoas falarem “você não sai de casa” elas se informassem um pouco)

Quem me conhece sabe que eu sou daqueles que gostam de ficar em casa, daqueles que acham que estar no lar fazendo qualquer coisa (ou nada), é melhor do que uma saída “só por sair”.

Sabem também que pra me tirar de casa sem fazer cara feia eu tenho que gostar bastante de você, e que  pra eu te chamar pra sair você provavelmente tem que ser uma de três ou quatro pessoas bem específicas, mas eis que surge:

Passeio semi-grátis pra Washington D.C e NYC, ver lugares legais, pessoas diferentes, comprar, ter várias oportunidades legais de foto, sair do frio e pegar horas e horas de trilha urbana, seria até a receita da felicidade (not) se não fosse o seguinte adendo: O passeio é feito “em grupo” com mais 11 pessoas e 2 “responsáveis”.

O porquê de passeios em grupos serem terrĩveis pra mim é um assunto extenso e deve ficar pra outro escrito mais lúdico, mas por hora vou abordar só meus problemas com ESSE passeio, começando com:

a) Hora de partida incompatível com meu ciclo diario:  Eu tenho aula de noite, assim sendo, eu me dou ao luxo de acordar entre 10 e 12 horas (em condições normais) porque não interfere nas minhas atividades e porque eu gosto de dormir tarde e dormir bastante.

Se fosse um passeio com os “bróder” ia ser melhor, mais fácil e mais divertido de acordar cedo… poderiamos flexibilizar o horário, e eu poderia não ir a qualquer momento sem ter que arcar com reembolsos nem ações disciplinares.

E para tornar o horário mais chato a gente teve que viajar no tempo, a segunda cidade que veriamos no dia estava com o relógio uma hora a frente da nossa cidade de partida (horário de verão-coisas), o que foi motivo pra nós acordamos MAIS cedo.

b) Incomôdos:  Fazer malas, acordar cedo, passear duas horas de ônibus, carregar malas, pegar avião (com aqueles complicadores clássicos de conseguir entrar no avião, que ocorre em qualquer lugar do mundo), pegar malas, lombar as malas pela malha de metroviaria (?), se perder com todo mundo nas estaçoes de metrô, pegar o metrô errado, voltar, pegar o metrô certo, andar pra caralho (com chuva, malas e mochila) até chegar na residência.

Soou confuso né? Pois é. Foi confuso mesmo. Para aquelas pessoas com o espírito de andarilho mochileiro urbano pode até ser que isso seja excitante e que o passeio valha a pena, mas, pessoalmente, eu só passaria por isso ou a trabalho, ou para passar uma época muito boa com pessoas importantes (vide viagens lendárias a senhor do bonfim na infância. Mas eu tenho planos muito especiais pra essa viagem, e isso me ajuda a seguir em frente.

c)Um bônus: Isso tudo, obviamente, sem dormir nada. Foi até  interessante ver a cara das outras pessoas que não tinham dormido essa noite e sentir alguma semelhança entre nós (a única). Depois do momento tenso pra decidir quem ia dormir aonde (deficit de camas na hospedagem), foi subir, deitar, engolir um Advil PM e dormir até hoje.

Fechamento: Não importa quão miserável seu dia esteja, drogas (legais ou não) podem torná-lo um pouco melhor.

Até.

Mendicância habilmente disfarçada: Se você gostou do escrito, pode curtir, amar e compartilhar nas suas redes sociais, eu nem ligo.

“Don’t believe that the weather is perfect the day that you die.”

A vida tá “Hard”

março 5, 2013 2 comentários

Revendo (online) um amigo com o qual eu não falava há muito tempo ele disse uma coisa que me fez refletir mais do que o esperado: “A vida tá hard, man.”, coisa normal de se falar sendo adolescente nesses dias de hoje.

A princípio não entendi, pra mim sempre foi hard, mas aí eu cheguei a uma conclusão chocante considerando-se meu interlocutor:

Agora tá HARD até pra ele.

Um pouco de contexto: Há alguns anos atrás esse era um rapaz que ficava super feliz com coisas como… um beijo de garota na bocheca, uma nota maior que a dos colegas ou até o fato de ter terminado o dever de casa antes dos outros. E agora a vida tava hard até pra ele.

Analisando, me veio a idéia de que não é a vida que está hard, mas sim que ele chegou naquela fase em que a gente começa a olhar pras coisas e achar defeito em tudo, deve ser a maldição de quem pensa em tudo num mundo em que está tudo errado, o novo mal do século? Só observando mais um pouco pra se saber.

Enfim, uma noite sem sono trouxe a vontade de escrever isso, algumas horas olhando pro teto além do cobertor e lembrando de uns acontecimentos recentes e outros nem tanto, aquele surto de criatividade que surge de uma noite mal dormida , quem já teve, sabe.

Nem assim sou criativo.

Até breve.

“So deep in her disguise. I fail to recognize. My sister, The Shapeshifter.”

Balanço.

(Post chato, intimista, etc e etc…. mas provavelmente vai passar um pouco de feeling pra qualquer pessoa.)

De vez em quando na vida você simplesmente quer parar e fazer as contas né? Ver como é que anda sua vida tentando enxergar as coisas de “fora”, botando na balança mesmo pra tentar ver se tá legal.

Então, você para pra avaliar as coisas e vê que, aparentemente, tem tudo o que você queria há algum tempo atrás… amigos legais, relacionamentos, dinheiro (é, dinheiro)e até uma boa ocupação onde você tem liberdade pra estudar e aprender.

Mas e aí? Por que será que mesmo com tudo isso você ainda não se sente totalmente feliz com seu mundo, seu ambiente social e consigo mesmo? Será que tem mesmo jeito de evitar isso?

Bem, meus caros… todos sabemos que é difícil conversar (ou escrever, que seja) sobre esse tipo de problemas mas eu posso afirmar, baseado em minha curta experiência, que maior parte desse descontentamento surge quando você sente que fez um investimento pesado em algo, e esse algo simplesmente não rendeu, ou não rende no caso de esse investimento ser algo corrente.

Acho que não precisa falar, mas só para garantir vou observar que o termo “investimento” foi usado nesse parágrafo anterior com um sentido extremamente amplo, tal investimento pode ser qualquer coisa entre alguns minutos de conversa fiada, uma boa açao pela sua comunidade e dinheiro vivo (chocante, não? tem gente que entra com dinheiro mesmo.)

Enfim, caro leitor, caso você tenha lido isso até aqui e se identifique parcial ou totalmente com o escrito, é bom que ao menos você saibe que não está sozinho, e quem sabe tome “jeito na vida” e abandone tais investimentos de risco, será que consegue?

PS: O próximo post provavelmente terá um podcast de alguns minutos, então se curte ou conhece alguem que o faça, compartilhe!

“And high above the water\The eagle spots the fish\Every martyr in this jungle\Is gonna get his wish!”

Panfletando…

setembro 12, 2010 Deixe um comentário

Olá leitor(es?), quanto tempo, não!?

Então, sabe aquelas pessoas que distribuem panfletos em locais públicos? Tenho certeza de que você já encontrou algumas, esses profissionais permeiam os centros comerciais e até mesmo os ônibus de qualquer cidade de medio/grande porte.

Eu tenho o hábito de apanhar e ler maior parte desses panfletos, afinal, se ninguém lesse a tarefa ia ficar obsoleta e os panfletadores poderiam perder o emprego, e todo mundo precisa trabalhar, né?

Pois bem, me pergunte o que eu já lí: “Compro Ouro.”, já. ” “Você aceita Deus como seu salvador pessoal?”, já. “Mude de vida agora!!! (sic)”, já. “Como enfrentar a solidão…”, já. “Oportunidade, Não perca!”, já… muito. Qualquer pessoa que tenha noção da vida em cidades grandes vai saber que esses exemplos não são nem uma pequena fração de todos os panfletos que recebí até hoje.

Mas eis que recebi um panfleto realmente interessante, falando de uma tal “Cultura Racional“. Vamos concordar que essa ideologia é tão, ou até mais louca do que qualquer crença religiosa… essa ideia de entrar em contato com seres superiores de outro mundo (provavelmente todo branco?) parece fortemente baseada na série Hot Wheels AcceleRacers, só que sem os carros. Então, sobrou o quê de interessante?

O que sobrou de interessante é que enfim existe gente que consegue andar de consciência tranquila e se propor a divulgar ideias que vão de encontro às da maioria. Sem violência, sem fanfarronice e, principalmente, sem medo. Como ateu, tenho que considerar isso um passo à frente, ou pelo menos à diagonal, da frente.

Anexos:
É interessante ver como, também em 2010, achei indicios na internet de panfletos desse em outras partes do brasil:
http://www.oesquema.com.br/urbe/2010/06/25/cultura-racional.htm#comment-8073

“I’m floating towards the sun./The sun of nothing.”

Novo Windows 7: Incrivelmente Simples‏

novembro 4, 2009 Deixe um comentário

Windows Vista… Um incrível Sistema Operacional, lançado para uso doméstico em 2007. Deveria ter substituído facilmente o Windows XP, mas não foi bem assim.

A aceitação do Windows Vista não foi nada boa dos “usuários”(quer dizer, usuários que nunca usaram), principalmente no Brasil: a maioria das pessoas, talvez com aquele velho medo do desconhecido, que eu já citei antes, nunca usaram e, no entanto, lançam milhões de críticas – pesado (detesto essa palavra), travamentos, incompatibilidades, etc… A maioria dessas críticas tem até sua verdade, mas muitos desses problemas, o famoso Windows XP também teve no início, incluindo aí problemas com segurança e redes sem fio. Tais problemas foram corrigidos com o que a Microsoft chama de Service Pack (atualmente existem 3 Service Packs para o Windows XP), enquanto que problemas de compatibilidade foram corrigidos pelos fabricantes de software ao longo do tempo. Ok, todos felizes.

Vejamos agora a situação atual do Vista: com 1GB de memória RAM e vídeo onboard de qualquer placa mãe atual, roda perfeitamente(o Windows XP precisa de pelomenos 512MB para rodar perfeitamente, e 1GB para rodá-lo sem o mínimo de lentidão). Problemas de compatibilidade com software/hardware praticamente não existem mais. Falhas de segurança, e outras falhas foram também corrigidas nos Service Packs. Ainda assim, continuam os comentários como:

  • Precisa de pelomenos 4GB de memória para rodar (como assim, se sistemas de 32 bits só podem usar 3,5GB no máximo, e mesmo assim, o Vista jamais utilizaria tudo isso em condições normais!!??)
  • Precisa de no mínimo um processador Dual 2 Core Duo para rodar (nunca ouvi falar dessa CPU, e acho que nem a Intel também :/ )
  • Esse computador veio com o Vista, mas esse defeito a gente corrige! Ei, bota  o XP aí! (detalhe: pirata!!!)

Peraí, né, gente? Quando o Windows Vista foi lançado, era meio difícil de se ter um PC com 1GB de memória, mas hoje é a coisa mais fácil que existe! Ainda assim, rolam esses comentários do 4GB!!?? Outra, em muitos casos, o Windows Vista se sai melhor em um PC com 1GB ou mais de memória que o XP. Aliás, vou instalar uma cópia de avaliação do Vista num PC que eu tenho ali encostado, com 512MB pra ver como ele se comporta e algum dia digo a vocês como foi a experiência. Mas pelomenos no meu pc, o mesmo que eu estou utilizando para escrever o artigo, ele está rodando talvez até mais rápido que o Windows XP, e eu instalei sem reformatar o HD, fiz a atualização direta de XP pra Vista (in-place upgrade), coisa que a própria Microsoft afirma diminuir a performance, mas ainda assim, eu ainda estou achando a performance dele melhor que a do XP!

Algumas das muitas novidades: Segurança reforçada, mais formas de se fazer backup, maior integração com o sistema de arquivos, busca fácil de arquivos/programas, interface gráfica ainda mais bonita e funcional, ferramentas novas, etc…

Leia mais…

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